Paraísos artificiais
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A prosa precisa e flexível do poeta Paulo Henriques Britto não é novidade para o leitor brasileiro: como tradutor notável do que há de melhor nas literaturas de língua inglesa, ele é presença obrigatória em qualquer prateleira que se preze. No campo da poesia, acabou de ganhar o Prêmio Portugal Telecom de Literatura, um dos mais prestigiados do país. Agora, com os contos de Paraísos artificiais, sua estreia na ficção, ele se afirma como criador de um universo próprio, feito de uma prosa límpida
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