A musa diluída
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"A musa diluiu-se, livre e rarefeita, / Agora pode ser bebida em tudo". Com esses versos, que estão na parte VII do primeiro e comparativamente longo poema do presente livro, Henrique Rodrigues faz sua profissão de fé e se situa esteticamente. Poucos poetas de sua geração (a geração novíssima) podem evocar a musa com tanta propriedade quanto Henrique. Acompanho sua trajetória há bastante tempo, desde quando ele freqüentava as aulas de graduação na universidade em que leciono, e sou testemunh
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