Lágrimas na chuva
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Como Arthur Rimbaud, Sergio Faraco teve sua temporada no inferno. Para que a história dela não fosse sepultada nos confins dos anos sessenta, desaparecendo no tempo como "lágrimas na chuva", o escritor desceu aos porões da memória e construiu este livro tão sofrido quanto admirável. Em 1963, Faraco pertencia ao Partido Comunista Brasileiro. No final do ano, num dos programas do PCUS (Partido Comunista da União Soviética) para estrangeiros, foi convidado para estudar em Moscou, centro do poder da
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